Essa semana termina, e mais uma vez nossos "queridos" representantes aparecem com uma daquelas que não sabemos se rimos se choramos. Sinceramente é tão confuso o sentimento que me toma que fico sem reação. SEM REAÇÃO!!!!!!!!!!! Até quando ficaremos sem reagir. Também reagir pra quê? Não estão nem ai para a opinião pública. Engraçado isso né?("seria cômico se fosse trágico") Ano que vem ligarão para a opinião pública, estou certa disso. O incrível é que num momento em que temos acesso a tantas informações, que vemos tudo isso em tempo real, ninguém se revolte contra uma coisa dessas. Como assim nossa opinião não importa? Nós os colocamos lá.
Vamos esperar o que para tomarmos providências? Será que tem concerto? Enquanto muitos morrem de fome, aqueles em quem depositamos nossas esperanças discutem hora extra em período de férias( não estão trabalhando, ou melhor, trabalham??????), verbas indenizatórias (por sinal, acho que me perdi, qual seria o significado de indenização mesmo?) , auxílio paletó ( essa é dura de aceitar!), é tanta discussão que esquecem o motivo pelo qual estão lá. Mas, mais uma vez, nossa opinião não importa.
Não importa porque não há mobilização para tanto. Nosso processo histórico acabou por sufocar nossos melhores anseios, uma sociedade mais justa. Mas falar em justiça é mais que complicado: onde foi que ela se escondeu? Como acreditar em justiça quando enquanto uns morrem de fome outros controem Castelos , Ilhas, Mansões, com o dinheiro que seria pra matar tal fome? Não sei.
Mas uma coisa é certa: é preciso acreditar. Não é possível que será sempre assim. Parece meio inútil esse pensamento, sempre foi assim, por que mudaria agora? Não tenho resposta. Mas se não acreditar nisso, viverei pra quê? Sei que não posso mudar o mundo, não sou nenhuma utópica, só quero condições dignas para todos, seria o mínimo.
Só por motivo de reflexão ai vai um texto que gosto muito:
Só de Sacanagem por Elisa Lucinda
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu Carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu Carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Lu.Também me sinto como você.
ResponderExcluirÉ muita injustiça e a cada dia piora.
Onde será que vamos parar?
Amei o texto!
Bjokas!